Ritual Gnóstico do Pentagrama



Primeiramente a intenção é a libertação e banimento de qualquer simbolismo pré-existente, afim de que o magista possa entrar em contato com o seu próprio Ser e assim obter o sucesso desejado em qualquer operação mágica.
Usos do RGP:


          -  Para estabelecer o equilíbrio, concentração e controle antes e após rituais mais complexos.
             -  Para praticar a visualização a qualquer momento.
        -  Como um exorcismo preliminar de indesejáveis fenômenos mentais ou psíquicos.
             -  Como um auxílio à cura, particularmente auto-cura.



Ele se inicia com a respiração profunda e mentalização de radiâncias em cinco centros vitais de nosso corpo (relacionados completamente com os chakras). Cada radiância é acompanhada com a vibração de uma vogal e deve causar uma sensação específica no momento de sua entoação. As vogais são vibradas como mantras no momento da exalação (técnica conhecida como pranayama).

O corpo deve ser tocado como um instrumento musical, com cada parte ressonando de acordo com um tom.


"Todo processo místico e mágico tem por objetivo purificar o homem, de modo que a centelha ou Espírito, que normalmente apenas nos ofusca, possa descer para um veículo purificado e consagrado."

Invocação a Ra-Hoor-Khuit




 Nu é meu refúgio, Hadit minha luz.
Eu sou a potência, força e vigor.
Vive tu em mim,  e eu em ti, ó, criança coroada e conquistadora,
a ti eu invoco das alturas, Ra-Hoor-Khuit sê meu poder,
minha força e triunfa, tu estás em mim e eu estou em ti.
Entronado estás diante do sol! És teu, o reinado neste Aeon.
Eu sou o Senhor de Tebas, e eu o inspirado orador de Mentu;
Para mim desvela o véu do céu, o auto-sacrificado 
Ankh-af-na-Khonsu
cujas palavras são verdades. Eu invoco, saúdo Tua presença,
ó Ra-Hoor-Khuit! Unidade máxima demonstrada!
Adoro o poder do teu alento, supremo e terrível Deus,
Que fazes os deuses e a morte tremerem diante de Ti;
eu, eu adoro a Ti! Aparece no trono de Ra! 
Abre os caminhos do Khu!
Ilumina os caminhos do Ka! Os caminhos do Khabs dissipam-se
para mover ou aquietar-me!
Aum! 
Que Ele me preencha!






Liber ISRAFEL - Invocação a Toth


video
Voice: Israel Regardie
[This book was formerly called “Anubis” and is referred to the 20th key,  “The Angel”]

0.  The Temple being in darkness, and the Speaker ascended 
into his place, let him begin by  a ritual of the Enterer, as 
followeth. 
1.  (vau) Procul, O procul este profani. 
2.  Bahlasti!  Ompehda! 
3.  In the name of the Mighty and Terrible One, I proclaim that 
I have banished the Shells unto their habitations. 
4.  I invoke Tahuti, the Lord of Wisdom and of Utterance, the 
God that cometh forth from the Veil. 
5.  O Thou!  Majesty of Godhead!  Wisdom-crowned Tahuti!  
Lord of the Gates of the Universe!  Thee, Thee, I invoke! 
O Thou of the Ibis Head!  Thee, Thee I invoke. 
Thou who wieldest the Wand of Double Power!  Thee, Thee I 
invoke! 
Thou who bearest in Thy left hand the Rose and Cross of 
Light and Life: Thee, Thee I invoke. 
Thou, whose head is as an emerald, and Thy nemmes as the 
night-sky blue!  Thee, Thee I invoke. 
Thou, whose skin is of flaming orange as though it burned in a 
furnace!  Thee, Thee I invoke. 
6.  Behold!  I am Yesterday, To-Day, and the Brother of ToMorrow! 
I am born again and again. 
Mine is the Unseen Force, whereof the gods are sprung!  Which 
is as Life unto the Dwellers in the Watch-Towers of the Universe. 

I am the Charioteer of the East, Lord of the Past and of the 
Future. 
I see by mine own inward light: Lord of Resurrection; Who 
cometh forth from the Dusk, and my birth is from the House of 
Death. 
7.  O ye two Divine Hawks upon your Pinnacles! 
Who keep watch over the Universe! 
Ye who company the Bier to the House of Rest! 
Who pilot the Ship of Ra advancing onwards to the heights of 
heaven! 
Lord of the Shrine which standeth in the Centre of the Earth! 
8.  Behold, He is in me, and I in Him!  
Mine is the Radiance, wherein Ptah floateth over the firmament! 
I travel upon high! 
I tread upon the firmament of Nu! 
I raise a flashing flame, with the lightning of Mine Eye! 
Ever rushing on, in the splendour of the daily glorified Ra: 
giving my life to the Dwellers of Earth. 
9.  If I say “Come up upon the mountains!” the Celestial 
Waters shall flow at my Word. 
For I am Ra incarnate! 
Khephra created in the Flesh! 
I am the Eidolon of my father Tmu, Lord of the City of the 
Sun! 
10. The God who commands is in my mouth! 
The God of Wisdom is in my Heart! 
My tongue is the Sanctuary of Truth! 
And a God sitteth upon my lips. 
11. My Word is accomplished every day! 
And the desire of my heart realises itself, as that of Ptah when 
He createth! 
I am Eternal; therefore all things are as my designs; therefore 
do all things obey my Word. 
Therefore do Thou come forth unto  me from Thine abode in 
the Silence: Unutterable Wisdom!  All-Light!  All-Power! 
Thoth!  Hermes!  Mercury!  Odin! 
By whatever name I call Thee, Thou art still nameless to 
Eternity: Come Thou forth, I say, and aid and guard me in this 
work of Art. 
12. Thou, Star of the East, that didst conduct the Magi! 
Thou art The Same all-present in Heaven and in Hell! 
Thou that vibratest between the Light and the Darkness! 
Rising, descending!  Changing ever, yet ever The Same! 
The Sun is Thy Father! 
Thy Mother the Moon! 
The Wind hath borne Thee in its bosom; and Earth hath ever 
nourished the changeless Godhead of Thy Youth!
13. Come Thou forth, I say, come Thou forth! 
And make all Spirits subject unto Me: 
So that every Spirit of the Firmament 
And of the Ether, 
And of the Earth, 
And under the Earth, 
On dry land 
And in the Water, 
Of whirling Air 
And of rushing Fire, 
And every spell and Scourge of God the Vast One, may be 
obedient unto Me!
14. I invoke the Priestess of the Silver Star,
 Asi the Curved 
One, by the ritual of Silence. 
15. I make open the gate of Bliss; I descend from the Palace of 
the Stars; I greet you, I embrace you, O children of earth, that are 
gathered together in the Hall of Darkness.
16. (A pause.) 
17. The Speech in the Silence. 
The Words against the Son of Night. 
The Voice of Tahuti in the Universe in the Presence of the Eternal. 
The Formulas of Knowledge. 
The Wisdom of Breath. 
The Root of Vibration. 
The Shaking of the Invisible. 
The Rolling Asunder of the Darkness. 
The Becoming Visible of Matter. 
The Piercing of the Scales of the Crocodile.  
The Breaking Forth of the Light!
18.  (Follows the Lection.) 
19. There is an end of the speech; let the Silence of darkness 
be broken; let it return into the silence of light. 
20. The speaker silently departs; the listeners disperse unto 
their homes; yea, they disperse unto their homes.

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[Este livro foi originalmente chamado “Anubis”, e se refere à 20ª chave, “O Anjo”.]

0. O Templo estando em escuridão, o Interlocutor ocupando seu lugar, que ele comece por um ritual do Entrante, como segue.
1. (Vau) Procul, O procul este profani.
2. Bahlasti! Ompehda!
3. Em nome do Mais Poderoso e Terrível, eu proclamo que bani as Cascas para as suas moradas.
4. Eu invoco Tahuti, o Senhor da Sabedoria e da Elocução, o Deus que veio de dentro do Véu.
5. Oh Tu! Majestade Divina! Tahuti, coroado em Sabedoria! Senhor dos Portais do Universo! A Ti, A Ti, eu Invoco.
    Oh Tu da Cabeça de Íbis! A Ti, a Ti. eu invoco.
    Tu que empunhas a Baqueta do Duplo Poder! A Ti, a Ti, eu invoco!
    Tu que trazes em Tua mão esquerda a Rosa e a Cruz de Luz e de Vida: a Ti, a Ti, eu invoco.
    Tu, cuja cabeça é como uma esmeralda, e Teu nemmes como o céu azul noturno! A Ti, a Ti eu invoco.
    Tu, cuja pele é de alaranjado ardente como se queimada em uma fornalha!
    A Ti, a Ti, eu invoco.
6. Veja! Eu sou o Ontem, o Hoje, e o Irmão do Amanhã!
    Eu sou o que nasce novamente e mais uma vez.
    Minha é a Força Invisível, da qual os Deuses são nascidos! Que é como a Vida para os Habitantes das Torres de Vigia do Universo.
    Eu sou o Cocheiro do Leste, Senhor do Passado e do Futuro.
    Eu vejo por minha própria luz interior: Senhor da Ressurreição; Que emerge do Crepúsculo, e meu nascimento é da Casa da Morte.
7. Oh vós dois Falcões Divinos sobre seus Pináculos!
    Que mantêm vigília sobre o Universo!
    Vós que acompanhais o Ataúde para a Morada do Descanço!
    Que pilotais a Barca de Ra que se eleva às alturas do céu!
    Senhor do Santuário situado no Centro da Terra!
8. Veja, Ele está em mim, e eu estou Nele!
    Meu é o Esplendor, no qual Ptah flutua acima do firmamento!
    Eu viajo no céu!
    Eu ando no firmamento de Nu!
    Eu elevo uma chama flamejante, com o raio de Meu Olho!
    Sempre avançando, no esplendor de Ra diariamente glorificado: dando minha vida aos Habitantes da Terra.
9. Se eu digo "Venha para as montanhas!"as Águas Celestiais fluirão na minha Palavra.
    Porque eu sou Ra encarnado!
    Kephra criado na Carne!
    Eu sou o Eidolon de meu pai Tmu, Senhor da Cidade do Sol!
10. O Deus que comanda está em minha boca!
      O Deus da Sabedoria está em meu Coração!
      Minha língua é o Santuário da Verdade!
      E um Deus assenta-se sobre meus lábios.
11. Minha Palavra é diariamente realizada!
      E o desejo de meu coração se concebe, como o de Ptah quando Ele se criou!
      Eu sou Eterno; portanto todas as coisas são como meus desígnios; portanto todas as coisas obedecem a minha Palavra.
12. Então, Faz Tu vir diante de mim, de Tua morada no Silêncio: a Sabedoria Inefável! Todos a Luz! Todo o Poder!
      Thoth! Hermes! Mercúrio! Odin!
      Por qualquer nome eu Te chamo, Tu és ainda inominado pela Eternidade:. Vem adiante, eu digo, e me ajude e guarde nesta obra de Arte.
13. Tu, Estrela do Leste, que conduzistes os Reis Magos!
      Tu és O Mesmo sempre presente no Céu e no Inferno!
      Tu que vibras entre a Luz e a Escuridão!
      Subindo, descendo! Sempre mudando, contudo sempre O Mesmo!
      O Sol é Teu Pai!
      Tua Mãe é a Lua!
      O Vento Te trouxe em seu seio: e a Terra sempre nutriu a Divindade imutável de Tua Mocidade!
14. Vem Tu adiante, eu digo, vem Tu adiante!
      E faz todos os Espíritos se submeterem a Mim:
      De forma que todo Espírito do Firmamento
      E do Éter,
      E da Terra,
      E sob a Terra,
      Em terra seca
      E na Água,
      Do Ar rodopiante
      E do Fogo precipitado,
      E todo Encantamento e Flagelo do Único e Vasto Deus, possam ser obedientes a Mim!
15. Eu invoco a sacerdotisa da Estrela Prateada, Asi a Arqueada, pelo ritual do Silêncio.
16. Eu abro a porta da Felicidade; Eu descendo do Palácio das Estrelas; Eu vos saúdo, eu vos abraço, Oh crianças da Terra, que estão reunidas no Saguão da Escuridão.
17. (Uma pausa.)
18. A Palavra no Silêncio.
      As Palavras contra o Filho da Noite.
      A Voz de Tahuti no Universo, na Presença do Eterno.
      As Fórmulas do Conhecimento.
      A Sabedoria da Respiração.
      A Raiz da Vibração.
      O Estremecimento do Invisível.
      A Rotação separada da Escuridão.
      A Formação Visível da Matéria.
      Os cortes das Escamas do Crocodilo.
      O Irromper da Luz!
19. (Segue a Lição)
20. Há um fim da fala; deixe o Silêncio de escuridão ser quebrado; deixe que retorne ao silêncio da luz.
21. O locutor parte silenciosamente; os ouvintes dispersam até as suas casas; sim, eles dispersam até suas casas.
22. (Segue o Texto.)
23. Há um fim da fala; que o Silêncio da escuridão seja quebrado; que ele retorne ao silêncio da luz.
24. O interlocutor parte em silêncio; os ouvintes se afastam rumo às suas casas; sim, eles se afastam rumo às suas casas.




INTRODUÇÃO AO TANTRA SHASTRA


AS ESCRITURAS DAS ERAS


Cada uma das Eras tem seu Śastra, ou Escritura, apropriado, designado para encontrar as características e necessidades dos homens que vivem nela . Os Śāstras Hindus são classificados em: (1) Śruti, que normalmente inclui os quatro Vedas (Ṛg, Yajur, Sāma e Atharva) e os Upaniṣads, a doutrina do qual é filosoficamente exposta no Vedānta Darśana. (2) Smṛi, tal como o Dharma Śastra de Manu e outros trabalhos sobre os deveres familiares e sociais prescritos por Pravṛttidharma. (3) Os Purāṇas que, de acordo com Brahma Vaivarta Purāṇa, onde originalmente quatro lakhs, e dos quais dezoito são agora considerados como os principais. (4) O Tantra.

Para cada uma dessas Eras, um Śastra adequado é dado. O Veda é a raiz de todos os Śāstras (mūlaśātra). Todos os outros são baseados nele. O Tantra é citado como um quinto Veda. Kulluka-Bhatta, o celebrado comentarista sobre Manu, diz que Śruti é de dois tipos, Vaidik e Tāntrico (vaidiki-tāntriki caiva dvi-vidha śrutihkīrtitā). Os vários Śāstras, contudo, são diferentes de apresentações do Śruti apresentados à humanidade da Era para os quais eles são dados. Assim, o Tantra é aquela apresentação do Śruti que foi modelado em relação aos seus rituais para encontrar as características e fraquezas da Kali-yuga. Um homem não tem grande capacidade, longevidade e nem força moral necessária para a aplicação do Vaidika Karma-kāṇḍa, o Tantra prescrito a uma Sādhana especial, ou meios ou práticas próprios, para a realização daquele que é o último e fim comum de todos os Śāstras. O Kulārṇava Tantra diz que na Era Satya, ou Kṛta, o Śāstra é o Śruti (no sentido dos Upaniṣads); no Tretā-Yuga, o Smṛti (no sentido do Dharma-Śāstra e Śrutijīvikā etc); no Dvāpara-Yuga, o Purāna; e na última, ou Kali-Yuga, o Tantra, que agora deve ser seguido por todos os adoradores Hindus ortodoxos. O Mahānirvāṇa e outros Tantras e trabalhos Tāntricos fixam a mesma regra. O Tantra também contém a essência do Veda, pelo qual, ele é descrito como suporte da relação do Parāmātmā ao Jīvātmā. De um modo semelhante, Kulācāra é a vida central comunicando, do corpo físico chamado vedācāra, a cada um dos ācāras que o segue até kaulācāra, sendo mais e mais invólucros sutis.

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- YONI TANTRA -



Parte 1

Assentado no pico do Monte Kailasa, o deus dos deuses, o guru de todas as criaturas, foi assim questionado por Naganadini, a deusa de face sorridente:

“Senhor, foram criados 64 tantras. Diga-me, Oceano de Compaixão, qual o principal deles.”

MAHÓDEVA disse:

"Ouça, querida PARVATÍ, este grande segredo.

Você já me pediu para ouvir isso dez milhões de vezes. Ó Bela, é por causa de sua natureza feminina que você continuamente me pergunta isso. Você deve ocultar isso fortemente. PARVATÍ, existem os lugares sagrados [PÁTHA] do MANTRA, do YANTRA e do YONI. Dentre esses, o principal é certamente o YONI PITHA, que é revelado a você por meu afeto. Ouça cuidadosamente, Naganandini. Hari, Hara e Brahma se originaram do YONI. Uma pessoa não deve cultuar o YONI se ela não tem o mantra da SAKTI. Esta iniciação e este mantra libertam do inferno.

Eu sou Mrtyunjaya, aquele que ama o seu YONI. Surasundari, eu sempre cultuo DURGA no lótus de meu coração. Isso liberta a mente de distinções como as de DIVYA e VIRA. Ó senhora deusa! Cultuando desse modo, a libertação é colocada ao alcance da pessoa. Aquele que cultua o YONI deve preparar o mantra de SAKTI. Ele obtém sabedoria, riqueza, poesia e onisciência. Ele se torna o Brahma de quatro faces durante cem milhões de eras. Para que serve falar? Falar sobre isso não serve para nada. Se uma pessoa cultua com as flores menstruais, ele também adquire poder sobre o destino. Fazendo muitos rituais [PÚJÁ] desse modo, ele pode se libertar. O devoto deve colocar uma SAKTI dentro do círculo [MAÔflALA]. Ela deve ser encantadora, bela, desprovida de vergonha e nojo, encantadora por natureza, supremamente bela e charmosa. Depois de lhe dar a vitória [VIJAYA], o devoto deve cultuá-la com devoção suprema. Ele deve colocá-la à sua esquerda, e deve cultuar seu YONI adornado com cabelos. Nas bordas do YONI, o devoto deve colocar sândalo e belas flores. Lá, introjetando a deusa, ele deve fazer JIVA NYÓSA usando mantra, dando-lhe vinho e desenhando uma meia-lua com vermelhão. Depois de untar sua testa com sândalo, o devoto deve acariciar seus seios. Depois de recitar o mantra 108 vezes, enquanto ela está em seus braços, o devoto deve acariciar seus seios, depois de beijar o seu queixo. O mantra deve ser recitado 108 ou 1008 vezes no círculo do YONI. Depois de recitar o mantra poderoso, ele deve recitar muito devotamente o hino. No momento do culto, o GURU não deve estar presente. Eu [SÍVA] sou aquele que cultua. Se o GURU estiver presente, não haverá resultado, não há dúvidas sobre isso. O devoto, usando grande esforço, deve transferir os resultados do ritual para o GURU. Depois de fazer três oferecimentos com as mãos cheias de flores, ele deve se prostrar novamente para seu GURU. O sábio deve, sempre, oferecer a seu GURU, colocando as mãos juntas, em sinal de obediência. Depois de realizar o ritual do YONI por estes métodos, o devoto atinge tudo o que deseja – não há dúvidas sobre isso. Fazendo a adoração do grande YONI, que liberta do oceano da miséria, ele obtém vida e vitalidade ampliada."

Parte 2

DEVÍ disse:

“Deus dos deuses, senhor de todo o universo, causa da criação, manutenção e destruição, sem você não há pai, assim como sem mim não há mãe. Você falou sobre o modo de realizar a adoração ao YONI através da união sexual [MAITHUNA]. Que tipos de YONI devem ser cultuados, e quais trazem bons resultados?”

"O devoto deve cultuar o YONI da mãe, e unir-se a todos os YONI. Ele pode realizar MAITHUNA com qualquer mulher, entre as idades de 12 e 60 anos. Ele deve cultuar o YONI diariamente, usando os cinco princípios [PAÑCATATTVA = vinho, carne, peixe, cereal e mulher]. Vendo o YONI, ele ganha o mérito de se banhar em dez mil lugares de peregrinação. A marca na testa deve ser feita com YONITATTVA e a roupa deve ser to tipo KAULA. O material utilizado para se assentar e para o culto deve ser do tipo KULA. Primeiro, na união, o devoto puro deve puxar a SAKTI para si pelo cabelo e deve colocar o LINGA em suas mãos. A adoração do LINGA e a adoração do YONI devem ser realizados de acordo com as normas. Ó amada, deve-se untar o LINGA com pó vermelho e com sândalo. O LINGA deve ser inserido no YONI e deve ser feito um MAITHUNA vigoroso. Aquele que utiliza esse método atinge a essência mais elevada. Um devoto deve cultuar utilizando o YONITATTVA, que tem o poder do YONI, aquele que ilude o mundo, à noite, durante a lua cheia, numa encruzilhada. Depois de ir a um lugar de cremação, oferecendo peixe cozido, leite, comida e carne, ele se torna como KUBERA, o deus das riquezas. Deve-se traçar no chão um YANTRA sob a forma de um YONI, recitando o mantra. Ó DEVÍ, depois de recitar o KAVACA, uma pessoa deve recitar os 1.000 nomes [da deusa]. Ele se torna um filho de KALIKA e se liberta. Oferecendo carne em um lugar deserto e repetindo o mantra e o hino, ele se torna o senhor do YOGA. Tendo visto o YONI em plena menstruação, depois de se banhar e recitar o mantra 108 vezes, uma pessoa se torna SIVA na terra. Deve-se recitar o mantra depois de oferecer tanto o seu próprio sêmen quanto as flores do YONI. Durante a noite, devem ser oferecidos peixe cozido, ovo, carne de rato, carne de boi, carne humana, vinho, carne e cereal. Seja onde for que esteja esse grande lugar de oferecimentos, lá está a grande essência. Deve-se ficar nu, com os cabelos soltos, de pé na postura do caçador [PRATYALIDHA]. Em todos os instantes e em todos os lugares, o mantra deve ser recitado quando estiver no grande YONI. Deve-se cultuar a essência de DEVÍ, o poder sob a forma de SAKTI. Fazendo isso, um homem atinge as quatro metas [DHARMA, ARTHA, KAMA, MOKSA]. Os SADHAKAs, reunindo-se à noite, deve fazer oferecimentos com vinho e carne. Um SADHAKA deve sempre se unir ao YONI, depois de acariciar os seios de SAKTI. Se a união for realizada na postura VIPARITA, a SAKTI se torna a deusa. O SADHAKA se regenera instantaneamente e se torna completamente vivo utilizando a água que lavou o YONI e o LINGA. Depois de cultuar o grande YONI de acordo com as normas, deve-se fazer um oferecimento. A água do YONI é de três tipos e deve-se oferecê-la a SAKTI. Depois de misturar a água com vinho, ó MAHADEVÁ, um SADHAKA puro deve bebê-lo. A mulher superior ficará contente oferecendo-lhe roupas, perfumes e jóias. Enquanto estiver no YONI, deve-se cultuar a sabedoria, durante a noite, de acordo com o ritual. O melhor dos SADHAKAs deve misturar os líquidos do YONI e do LINGA na água, e provando dessa bebida da imortalidade [AMÙTA] ele deve se nutrir com ela."

Tradução: Roberto A. Martins

O Pergaminho da Sabedoria Esotérica Nath

Por Sri Gurudeva Mahendranath

A idéia básica na Ordem Nath é que um poder pensante ciente (Purusha) permeia todo o universo infinito ou cosmos. Isto funciona assim, todas as coisas visíveis e invisíveis devem conter também uma partícula deste Espírito Cósmico. Através disso advém a conclusão de que toda a natureza humana neste planeta deve também possuir uma partícula deste Ser Supremo. Vida Espiritual, consecução e iluminação tudo é fundamentado neste conhecimento. Portanto nossa magick se torna possível quando realizamos e desenvolvemos uma relação íntima e a habilidade para manifestar e usar o poder do Espírito Cósmico. Isso também significa que nós temos um corpo material pessoal e também uma centelha divina pessoal do espírito. Medite nisso.


Traduzido por Frater P.V.R.A. ( texto original em http://www.nathorder.org/wiki/The_Scroll_of_Esoteric_Nath_Wisdom).

O MANUAL DE MAGIA(K) TÂNTRICA


Neste livro você encontrará os três primeiros conjuntos de instruções para o grupo AMOOKOS (a Ordem Arcana e Mágicka dos Cavaleiros de Shambhala). Pela primeira vez, nós revelamos publicamente os métodos, ritos e filosofia buscados por um grupo interno de iniciados dentro da Comunidade Natha. Este livro mostra como os fios esotéricos do oriente e do ocidente se fundem unidos em um sistema prático que tem como seu propósito a revelação do potencial espiritual latente em cada indivíduo. Os iniciados da AMOOKOS tomam como seu ponto de partida a suposição de que dentro de cada um e de todos os seres humanos há uma centelha divina, o Alpha Ovule, ou espírito, que simplesmente deveria ser libertado dos laços ou correntes da ignorância ou condicionamento para poder brilhar livremente.

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Boas práticas!