Ritual Gnóstico do Pentagrama



Primeiramente a intenção é a libertação e banimento de qualquer simbolismo pré-existente, afim de que o magista possa entrar em contato com o seu próprio Ser e assim obter o sucesso desejado em qualquer operação mágica.
Usos do RGP:


          -  Para estabelecer o equilíbrio, concentração e controle antes e após rituais mais complexos.
             -  Para praticar a visualização a qualquer momento.
        -  Como um exorcismo preliminar de indesejáveis fenômenos mentais ou psíquicos.
             -  Como um auxílio à cura, particularmente auto-cura.



Ele se inicia com a respiração profunda e mentalização de radiâncias em cinco centros vitais de nosso corpo (relacionados completamente com os chakras). Cada radiância é acompanhada com a vibração de uma vogal e deve causar uma sensação específica no momento de sua entoação. As vogais são vibradas como mantras no momento da exalação (técnica conhecida como pranayama).

O corpo deve ser tocado como um instrumento musical, com cada parte ressonando de acordo com um tom.


"Todo processo místico e mágico tem por objetivo purificar o homem, de modo que a centelha ou Espírito, que normalmente apenas nos ofusca, possa descer para um veículo purificado e consagrado."

Invocação a Ra-Hoor-Khuit




 Nu é meu refúgio, Hadit minha luz.
Eu sou a potência, força e vigor.
Vive tu em mim,  e eu em ti, ó, criança coroada e conquistadora,
a ti eu invoco das alturas, Ra-Hoor-Khuit sê meu poder,
minha força e triunfa, tu estás em mim e eu estou em ti.
Entronado estás diante do sol! És teu, o reinado neste Aeon.
Eu sou o Senhor de Tebas, e eu o inspirado orador de Mentu;
Para mim desvela o véu do céu, o auto-sacrificado 
Ankh-af-na-Khonsu
cujas palavras são verdades. Eu invoco, saúdo Tua presença,
ó Ra-Hoor-Khuit! Unidade máxima demonstrada!
Adoro o poder do teu alento, supremo e terrível Deus,
Que fazes os deuses e a morte tremerem diante de Ti;
eu, eu adoro a Ti! Aparece no trono de Ra! 
Abre os caminhos do Khu!
Ilumina os caminhos do Ka! Os caminhos do Khabs dissipam-se
para mover ou aquietar-me!
Aum! 
Que Ele me preencha!






Liber ISRAFEL - Invocação a Toth



Voice: Israel Regardie
[This book was formerly called “Anubis” and is referred to the 20th key,  “The Angel”]

0.  The Temple being in darkness, and the Speaker ascended 
into his place, let him begin by  a ritual of the Enterer, as 
followeth. 
1.  (vau) Procul, O procul este profani. 
2.  Bahlasti!  Ompehda! 
3.  In the name of the Mighty and Terrible One, I proclaim that 
I have banished the Shells unto their habitations. 
4.  I invoke Tahuti, the Lord of Wisdom and of Utterance, the 
God that cometh forth from the Veil. 
5.  O Thou!  Majesty of Godhead!  Wisdom-crowned Tahuti!  
Lord of the Gates of the Universe!  Thee, Thee, I invoke! 
O Thou of the Ibis Head!  Thee, Thee I invoke. 
Thou who wieldest the Wand of Double Power!  Thee, Thee I 
invoke! 
Thou who bearest in Thy left hand the Rose and Cross of 
Light and Life: Thee, Thee I invoke. 
Thou, whose head is as an emerald, and Thy nemmes as the 
night-sky blue!  Thee, Thee I invoke. 
Thou, whose skin is of flaming orange as though it burned in a 
furnace!  Thee, Thee I invoke. 
6.  Behold!  I am Yesterday, To-Day, and the Brother of ToMorrow! 
I am born again and again. 
Mine is the Unseen Force, whereof the gods are sprung!  Which 
is as Life unto the Dwellers in the Watch-Towers of the Universe. 

I am the Charioteer of the East, Lord of the Past and of the 
Future. 
I see by mine own inward light: Lord of Resurrection; Who 
cometh forth from the Dusk, and my birth is from the House of 
Death. 
7.  O ye two Divine Hawks upon your Pinnacles! 
Who keep watch over the Universe! 
Ye who company the Bier to the House of Rest! 
Who pilot the Ship of Ra advancing onwards to the heights of 
heaven! 
Lord of the Shrine which standeth in the Centre of the Earth! 
8.  Behold, He is in me, and I in Him!  
Mine is the Radiance, wherein Ptah floateth over the firmament! 
I travel upon high! 
I tread upon the firmament of Nu! 
I raise a flashing flame, with the lightning of Mine Eye! 
Ever rushing on, in the splendour of the daily glorified Ra: 
giving my life to the Dwellers of Earth. 
9.  If I say “Come up upon the mountains!” the Celestial 
Waters shall flow at my Word. 
For I am Ra incarnate! 
Khephra created in the Flesh! 
I am the Eidolon of my father Tmu, Lord of the City of the 
Sun! 
10. The God who commands is in my mouth! 
The God of Wisdom is in my Heart! 
My tongue is the Sanctuary of Truth! 
And a God sitteth upon my lips. 
11. My Word is accomplished every day! 
And the desire of my heart realises itself, as that of Ptah when 
He createth! 
I am Eternal; therefore all things are as my designs; therefore 
do all things obey my Word. 
Therefore do Thou come forth unto  me from Thine abode in 
the Silence: Unutterable Wisdom!  All-Light!  All-Power! 
Thoth!  Hermes!  Mercury!  Odin! 
By whatever name I call Thee, Thou art still nameless to 
Eternity: Come Thou forth, I say, and aid and guard me in this 
work of Art. 
12. Thou, Star of the East, that didst conduct the Magi! 
Thou art The Same all-present in Heaven and in Hell! 
Thou that vibratest between the Light and the Darkness! 
Rising, descending!  Changing ever, yet ever The Same! 
The Sun is Thy Father! 
Thy Mother the Moon! 
The Wind hath borne Thee in its bosom; and Earth hath ever 
nourished the changeless Godhead of Thy Youth!
13. Come Thou forth, I say, come Thou forth! 
And make all Spirits subject unto Me: 
So that every Spirit of the Firmament 
And of the Ether, 
And of the Earth, 
And under the Earth, 
On dry land 
And in the Water, 
Of whirling Air 
And of rushing Fire, 
And every spell and Scourge of God the Vast One, may be 
obedient unto Me!
14. I invoke the Priestess of the Silver Star,
 Asi the Curved 
One, by the ritual of Silence. 
15. I make open the gate of Bliss; I descend from the Palace of 
the Stars; I greet you, I embrace you, O children of earth, that are 
gathered together in the Hall of Darkness.
16. (A pause.) 
17. The Speech in the Silence. 
The Words against the Son of Night. 
The Voice of Tahuti in the Universe in the Presence of the Eternal. 
The Formulas of Knowledge. 
The Wisdom of Breath. 
The Root of Vibration. 
The Shaking of the Invisible. 
The Rolling Asunder of the Darkness. 
The Becoming Visible of Matter. 
The Piercing of the Scales of the Crocodile.  
The Breaking Forth of the Light!
18.  (Follows the Lection.) 
19. There is an end of the speech; let the Silence of darkness 
be broken; let it return into the silence of light. 
20. The speaker silently departs; the listeners disperse unto 
their homes; yea, they disperse unto their homes.

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[Este livro foi originalmente chamado “Anubis”, e se refere à 20ª chave, “O Anjo”.]

0. O Templo estando em escuridão, o Interlocutor ocupando seu lugar, que ele comece por um ritual do Entrante, como segue.
1. (Vau) Procul, O procul este profani.
2. Bahlasti! Ompehda!
3. Em nome do Mais Poderoso e Terrível, eu proclamo que bani as Cascas para as suas moradas.
4. Eu invoco Tahuti, o Senhor da Sabedoria e da Elocução, o Deus que veio de dentro do Véu.
5. Oh Tu! Majestade Divina! Tahuti, coroado em Sabedoria! Senhor dos Portais do Universo! A Ti, A Ti, eu Invoco.
    Oh Tu da Cabeça de Íbis! A Ti, a Ti. eu invoco.
    Tu que empunhas a Baqueta do Duplo Poder! A Ti, a Ti, eu invoco!
    Tu que trazes em Tua mão esquerda a Rosa e a Cruz de Luz e de Vida: a Ti, a Ti, eu invoco.
    Tu, cuja cabeça é como uma esmeralda, e Teu nemmes como o céu azul noturno! A Ti, a Ti eu invoco.
    Tu, cuja pele é de alaranjado ardente como se queimada em uma fornalha!
    A Ti, a Ti, eu invoco.
6. Veja! Eu sou o Ontem, o Hoje, e o Irmão do Amanhã!
    Eu sou o que nasce novamente e mais uma vez.
    Minha é a Força Invisível, da qual os Deuses são nascidos! Que é como a Vida para os Habitantes das Torres de Vigia do Universo.
    Eu sou o Cocheiro do Leste, Senhor do Passado e do Futuro.
    Eu vejo por minha própria luz interior: Senhor da Ressurreição; Que emerge do Crepúsculo, e meu nascimento é da Casa da Morte.
7. Oh vós dois Falcões Divinos sobre seus Pináculos!
    Que mantêm vigília sobre o Universo!
    Vós que acompanhais o Ataúde para a Morada do Descanço!
    Que pilotais a Barca de Ra que se eleva às alturas do céu!
    Senhor do Santuário situado no Centro da Terra!
8. Veja, Ele está em mim, e eu estou Nele!
    Meu é o Esplendor, no qual Ptah flutua acima do firmamento!
    Eu viajo no céu!
    Eu ando no firmamento de Nu!
    Eu elevo uma chama flamejante, com o raio de Meu Olho!
    Sempre avançando, no esplendor de Ra diariamente glorificado: dando minha vida aos Habitantes da Terra.
9. Se eu digo "Venha para as montanhas!"as Águas Celestiais fluirão na minha Palavra.
    Porque eu sou Ra encarnado!
    Kephra criado na Carne!
    Eu sou o Eidolon de meu pai Tmu, Senhor da Cidade do Sol!
10. O Deus que comanda está em minha boca!
      O Deus da Sabedoria está em meu Coração!
      Minha língua é o Santuário da Verdade!
      E um Deus assenta-se sobre meus lábios.
11. Minha Palavra é diariamente realizada!
      E o desejo de meu coração se concebe, como o de Ptah quando Ele se criou!
      Eu sou Eterno; portanto todas as coisas são como meus desígnios; portanto todas as coisas obedecem a minha Palavra.
12. Então, Faz Tu vir diante de mim, de Tua morada no Silêncio: a Sabedoria Inefável! Todos a Luz! Todo o Poder!
      Thoth! Hermes! Mercúrio! Odin!
      Por qualquer nome eu Te chamo, Tu és ainda inominado pela Eternidade:. Vem adiante, eu digo, e me ajude e guarde nesta obra de Arte.
13. Tu, Estrela do Leste, que conduzistes os Reis Magos!
      Tu és O Mesmo sempre presente no Céu e no Inferno!
      Tu que vibras entre a Luz e a Escuridão!
      Subindo, descendo! Sempre mudando, contudo sempre O Mesmo!
      O Sol é Teu Pai!
      Tua Mãe é a Lua!
      O Vento Te trouxe em seu seio: e a Terra sempre nutriu a Divindade imutável de Tua Mocidade!
14. Vem Tu adiante, eu digo, vem Tu adiante!
      E faz todos os Espíritos se submeterem a Mim:
      De forma que todo Espírito do Firmamento
      E do Éter,
      E da Terra,
      E sob a Terra,
      Em terra seca
      E na Água,
      Do Ar rodopiante
      E do Fogo precipitado,
      E todo Encantamento e Flagelo do Único e Vasto Deus, possam ser obedientes a Mim!
15. Eu invoco a sacerdotisa da Estrela Prateada, Asi a Arqueada, pelo ritual do Silêncio.
16. Eu abro a porta da Felicidade; Eu descendo do Palácio das Estrelas; Eu vos saúdo, eu vos abraço, Oh crianças da Terra, que estão reunidas no Saguão da Escuridão.
17. (Uma pausa.)
18. A Palavra no Silêncio.
      As Palavras contra o Filho da Noite.
      A Voz de Tahuti no Universo, na Presença do Eterno.
      As Fórmulas do Conhecimento.
      A Sabedoria da Respiração.
      A Raiz da Vibração.
      O Estremecimento do Invisível.
      A Rotação separada da Escuridão.
      A Formação Visível da Matéria.
      Os cortes das Escamas do Crocodilo.
      O Irromper da Luz!
19. (Segue a Lição)
20. Há um fim da fala; deixe o Silêncio de escuridão ser quebrado; deixe que retorne ao silêncio da luz.
21. O locutor parte silenciosamente; os ouvintes dispersam até as suas casas; sim, eles dispersam até suas casas.
22. (Segue o Texto.)
23. Há um fim da fala; que o Silêncio da escuridão seja quebrado; que ele retorne ao silêncio da luz.
24. O interlocutor parte em silêncio; os ouvintes se afastam rumo às suas casas; sim, eles se afastam rumo às suas casas.




INTRODUÇÃO AO TANTRA SHASTRA


AS ESCRITURAS DAS ERAS


Cada uma das Eras tem seu Śastra, ou Escritura, apropriado, designado para encontrar as características e necessidades dos homens que vivem nela . Os Śāstras Hindus são classificados em: (1) Śruti, que normalmente inclui os quatro Vedas (Ṛg, Yajur, Sāma e Atharva) e os Upaniṣads, a doutrina do qual é filosoficamente exposta no Vedānta Darśana. (2) Smṛi, tal como o Dharma Śastra de Manu e outros trabalhos sobre os deveres familiares e sociais prescritos por Pravṛttidharma. (3) Os Purāṇas que, de acordo com Brahma Vaivarta Purāṇa, onde originalmente quatro lakhs, e dos quais dezoito são agora considerados como os principais. (4) O Tantra.

Para cada uma dessas Eras, um Śastra adequado é dado. O Veda é a raiz de todos os Śāstras (mūlaśātra). Todos os outros são baseados nele. O Tantra é citado como um quinto Veda. Kulluka-Bhatta, o celebrado comentarista sobre Manu, diz que Śruti é de dois tipos, Vaidik e Tāntrico (vaidiki-tāntriki caiva dvi-vidha śrutihkīrtitā). Os vários Śāstras, contudo, são diferentes de apresentações do Śruti apresentados à humanidade da Era para os quais eles são dados. Assim, o Tantra é aquela apresentação do Śruti que foi modelado em relação aos seus rituais para encontrar as características e fraquezas da Kali-yuga. Um homem não tem grande capacidade, longevidade e nem força moral necessária para a aplicação do Vaidika Karma-kāṇḍa, o Tantra prescrito a uma Sādhana especial, ou meios ou práticas próprios, para a realização daquele que é o último e fim comum de todos os Śāstras. O Kulārṇava Tantra diz que na Era Satya, ou Kṛta, o Śāstra é o Śruti (no sentido dos Upaniṣads); no Tretā-Yuga, o Smṛti (no sentido do Dharma-Śāstra e Śrutijīvikā etc); no Dvāpara-Yuga, o Purāna; e na última, ou Kali-Yuga, o Tantra, que agora deve ser seguido por todos os adoradores Hindus ortodoxos. O Mahānirvāṇa e outros Tantras e trabalhos Tāntricos fixam a mesma regra. O Tantra também contém a essência do Veda, pelo qual, ele é descrito como suporte da relação do Parāmātmā ao Jīvātmā. De um modo semelhante, Kulācāra é a vida central comunicando, do corpo físico chamado vedācāra, a cada um dos ācāras que o segue até kaulācāra, sendo mais e mais invólucros sutis.

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- YONI TANTRA -



Parte 1

Assentado no pico do Monte Kailasa, o deus dos deuses, o guru de todas as criaturas, foi assim questionado por Naganadini, a deusa de face sorridente:

“Senhor, foram criados 64 tantras. Diga-me, Oceano de Compaixão, qual o principal deles.”

MAHÓDEVA disse:

"Ouça, querida PARVATÍ, este grande segredo.

Você já me pediu para ouvir isso dez milhões de vezes. Ó Bela, é por causa de sua natureza feminina que você continuamente me pergunta isso. Você deve ocultar isso fortemente. PARVATÍ, existem os lugares sagrados [PÁTHA] do MANTRA, do YANTRA e do YONI. Dentre esses, o principal é certamente o YONI PITHA, que é revelado a você por meu afeto. Ouça cuidadosamente, Naganandini. Hari, Hara e Brahma se originaram do YONI. Uma pessoa não deve cultuar o YONI se ela não tem o mantra da SAKTI. Esta iniciação e este mantra libertam do inferno.

Eu sou Mrtyunjaya, aquele que ama o seu YONI. Surasundari, eu sempre cultuo DURGA no lótus de meu coração. Isso liberta a mente de distinções como as de DIVYA e VIRA. Ó senhora deusa! Cultuando desse modo, a libertação é colocada ao alcance da pessoa. Aquele que cultua o YONI deve preparar o mantra de SAKTI. Ele obtém sabedoria, riqueza, poesia e onisciência. Ele se torna o Brahma de quatro faces durante cem milhões de eras. Para que serve falar? Falar sobre isso não serve para nada. Se uma pessoa cultua com as flores menstruais, ele também adquire poder sobre o destino. Fazendo muitos rituais [PÚJÁ] desse modo, ele pode se libertar. O devoto deve colocar uma SAKTI dentro do círculo [MAÔflALA]. Ela deve ser encantadora, bela, desprovida de vergonha e nojo, encantadora por natureza, supremamente bela e charmosa. Depois de lhe dar a vitória [VIJAYA], o devoto deve cultuá-la com devoção suprema. Ele deve colocá-la à sua esquerda, e deve cultuar seu YONI adornado com cabelos. Nas bordas do YONI, o devoto deve colocar sândalo e belas flores. Lá, introjetando a deusa, ele deve fazer JIVA NYÓSA usando mantra, dando-lhe vinho e desenhando uma meia-lua com vermelhão. Depois de untar sua testa com sândalo, o devoto deve acariciar seus seios. Depois de recitar o mantra 108 vezes, enquanto ela está em seus braços, o devoto deve acariciar seus seios, depois de beijar o seu queixo. O mantra deve ser recitado 108 ou 1008 vezes no círculo do YONI. Depois de recitar o mantra poderoso, ele deve recitar muito devotamente o hino. No momento do culto, o GURU não deve estar presente. Eu [SÍVA] sou aquele que cultua. Se o GURU estiver presente, não haverá resultado, não há dúvidas sobre isso. O devoto, usando grande esforço, deve transferir os resultados do ritual para o GURU. Depois de fazer três oferecimentos com as mãos cheias de flores, ele deve se prostrar novamente para seu GURU. O sábio deve, sempre, oferecer a seu GURU, colocando as mãos juntas, em sinal de obediência. Depois de realizar o ritual do YONI por estes métodos, o devoto atinge tudo o que deseja – não há dúvidas sobre isso. Fazendo a adoração do grande YONI, que liberta do oceano da miséria, ele obtém vida e vitalidade ampliada."

Parte 2

DEVÍ disse:

“Deus dos deuses, senhor de todo o universo, causa da criação, manutenção e destruição, sem você não há pai, assim como sem mim não há mãe. Você falou sobre o modo de realizar a adoração ao YONI através da união sexual [MAITHUNA]. Que tipos de YONI devem ser cultuados, e quais trazem bons resultados?”

"O devoto deve cultuar o YONI da mãe, e unir-se a todos os YONI. Ele pode realizar MAITHUNA com qualquer mulher, entre as idades de 12 e 60 anos. Ele deve cultuar o YONI diariamente, usando os cinco princípios [PAÑCATATTVA = vinho, carne, peixe, cereal e mulher]. Vendo o YONI, ele ganha o mérito de se banhar em dez mil lugares de peregrinação. A marca na testa deve ser feita com YONITATTVA e a roupa deve ser to tipo KAULA. O material utilizado para se assentar e para o culto deve ser do tipo KULA. Primeiro, na união, o devoto puro deve puxar a SAKTI para si pelo cabelo e deve colocar o LINGA em suas mãos. A adoração do LINGA e a adoração do YONI devem ser realizados de acordo com as normas. Ó amada, deve-se untar o LINGA com pó vermelho e com sândalo. O LINGA deve ser inserido no YONI e deve ser feito um MAITHUNA vigoroso. Aquele que utiliza esse método atinge a essência mais elevada. Um devoto deve cultuar utilizando o YONITATTVA, que tem o poder do YONI, aquele que ilude o mundo, à noite, durante a lua cheia, numa encruzilhada. Depois de ir a um lugar de cremação, oferecendo peixe cozido, leite, comida e carne, ele se torna como KUBERA, o deus das riquezas. Deve-se traçar no chão um YANTRA sob a forma de um YONI, recitando o mantra. Ó DEVÍ, depois de recitar o KAVACA, uma pessoa deve recitar os 1.000 nomes [da deusa]. Ele se torna um filho de KALIKA e se liberta. Oferecendo carne em um lugar deserto e repetindo o mantra e o hino, ele se torna o senhor do YOGA. Tendo visto o YONI em plena menstruação, depois de se banhar e recitar o mantra 108 vezes, uma pessoa se torna SIVA na terra. Deve-se recitar o mantra depois de oferecer tanto o seu próprio sêmen quanto as flores do YONI. Durante a noite, devem ser oferecidos peixe cozido, ovo, carne de rato, carne de boi, carne humana, vinho, carne e cereal. Seja onde for que esteja esse grande lugar de oferecimentos, lá está a grande essência. Deve-se ficar nu, com os cabelos soltos, de pé na postura do caçador [PRATYALIDHA]. Em todos os instantes e em todos os lugares, o mantra deve ser recitado quando estiver no grande YONI. Deve-se cultuar a essência de DEVÍ, o poder sob a forma de SAKTI. Fazendo isso, um homem atinge as quatro metas [DHARMA, ARTHA, KAMA, MOKSA]. Os SADHAKAs, reunindo-se à noite, deve fazer oferecimentos com vinho e carne. Um SADHAKA deve sempre se unir ao YONI, depois de acariciar os seios de SAKTI. Se a união for realizada na postura VIPARITA, a SAKTI se torna a deusa. O SADHAKA se regenera instantaneamente e se torna completamente vivo utilizando a água que lavou o YONI e o LINGA. Depois de cultuar o grande YONI de acordo com as normas, deve-se fazer um oferecimento. A água do YONI é de três tipos e deve-se oferecê-la a SAKTI. Depois de misturar a água com vinho, ó MAHADEVÁ, um SADHAKA puro deve bebê-lo. A mulher superior ficará contente oferecendo-lhe roupas, perfumes e jóias. Enquanto estiver no YONI, deve-se cultuar a sabedoria, durante a noite, de acordo com o ritual. O melhor dos SADHAKAs deve misturar os líquidos do YONI e do LINGA na água, e provando dessa bebida da imortalidade [AMÙTA] ele deve se nutrir com ela."

Tradução: Roberto A. Martins

O Pergaminho da Sabedoria Esotérica Nath

Por Sri Gurudeva Mahendranath

A idéia básica na Ordem Nath é que um poder pensante ciente (Purusha) permeia todo o universo infinito ou cosmos. Isto funciona assim, todas as coisas visíveis e invisíveis devem conter também uma partícula deste Espírito Cósmico. Através disso advém a conclusão de que toda a natureza humana neste planeta deve também possuir uma partícula deste Ser Supremo. Vida Espiritual, consecução e iluminação tudo é fundamentado neste conhecimento. Portanto nossa magick se torna possível quando realizamos e desenvolvemos uma relação íntima e a habilidade para manifestar e usar o poder do Espírito Cósmico. Isso também significa que nós temos um corpo material pessoal e também uma centelha divina pessoal do espírito. Medite nisso.


Traduzido por Frater P.V.R.A. ( texto original em http://www.nathorder.org/wiki/The_Scroll_of_Esoteric_Nath_Wisdom).

O MANUAL DE MAGIA(K) TÂNTRICA


Neste livro você encontrará os três primeiros conjuntos de instruções para o grupo AMOOKOS (a Ordem Arcana e Mágicka dos Cavaleiros de Shambhala). Pela primeira vez, nós revelamos publicamente os métodos, ritos e filosofia buscados por um grupo interno de iniciados dentro da Comunidade Natha. Este livro mostra como os fios esotéricos do oriente e do ocidente se fundem unidos em um sistema prático que tem como seu propósito a revelação do potencial espiritual latente em cada indivíduo. Os iniciados da AMOOKOS tomam como seu ponto de partida a suposição de que dentro de cada um e de todos os seres humanos há uma centelha divina, o Alpha Ovule, ou espírito, que simplesmente deveria ser libertado dos laços ou correntes da ignorância ou condicionamento para poder brilhar livremente.

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Boas práticas!

Vajrondi mudra


(NT. Esta técnica da vajrondi mudrá, citada aqui, refere-se ao ritual do maithuna, para ser realizado por um casal tântrico, devidamente qualificado no caminho. Existe outra técnica do Vajrondi mudra, não citada aqui, mas que está descrita no livro “Kundalini Tantra” de Swami Satyananda Saraswati, que é propícia ao renunciante, ou seja, aos que não mantêm intercurso sexual e guardam abstinência.)

53. Impulsionado pela compaixão de meus devotos, vou agora explicar a Vajrondi mudra, a destruidora da escuridão do mundo, a mais secreta entre os secretos.

54. Mesmo quando seguir todos os seus desejos, e sem obedecer aos regulamentos do Yoga, um chefe de família se torna emancipado se ele praticar a Vajrondi mudra.

55. Esta prática de Vajroli yoga outorga a emancipação mesmo quando se está imerso na sensualidade; portanto, ele deve ser praticado pelo yogue com grande cuidado.

56. Primeiro deixe o praticante talentoso trazer para o seu próprio corpo, de acordo com os métodos próprios, as células germinativas do órgão feminino da geração, pela sucção através do tubo da uretra; restringindo seu próprio sêmen, deixe-o praticar a cópula. Se, por acaso, o sêmen começar a se mover, deixe-o interromper esta emissão pela prática de yoni mudrá. Deixe-o colocar o sêmen no duto da mão esquerda e interromper o intercurso. Depois de um tempo, deixe-o continuar novamente. De acordo com as instruções de seu preceptor e por meio da pronúncia do som hum, deixe-o forçosamente puxar através da contração de Apana Vayu as células geminais do útero.

57. O Yogue, adorador dos pés de lótus de seu Guru, deve, por este meio, obter rapidamente sucesso no yoga, beber o leite, ou néctar desta forma.

58. Conhecendo que o sêmen é como a lua, e as células germinativas o emblema do sol; deixe o yogue fazer esta união em seu próprio corpo com grande cuidado.

59. Eu sou o sêmen, Shakti é o fluído embrionário; quando ambos são combinados, então o yogue realiza o estado de sucesso, e seu corpo se torna brilhante e divino.

60. A ejaculação do sêmen é a morte, preservando-o no interior é a vida; portanto, deixe o yogue preservar seu sêmen com grande cuidado.

61. Em verdade, em verdade, os homens nascem e morrem através do sêmen. Conhecendo isto, deixe o yogue praticar sempre a preservação de seu sêmen.

62. Quando, através de grande esforço, o sucesso na preservação do sêmen é obtida, o que então não pode ser realizado neste mundo? Através da grandeza de sua preservação, a pessoa se torna como a Mim em glória.

63. O bindu (sêmen) causa o prazer e a dor de todas as criaturas viventes neste mundo, que estão enfeitiçadas (apaixonadas) e estão sujeitas à morte e à decadência. Para o yogue, esta preservação do sêmen é o melhor de todos os yogas, e é o doador de felicidade.

64. Embora imersos nos prazeres, os homens obtêm poderes através desta prática. Através da força de sua prática, ele se torna um adepto no devido tempo , em sua presente vida.

65. O yogue certamente obtém, através desta prática, todos os tipos de poderes, ao mesmo tempo em que desfruta todos os inumeráveis prazeres do mundo.

66. Este yoga pode ser praticado junto com os muitos prazeres; portanto, o yogue deve praticá-lo.

67. Existem duas variações do Vajrondi, chamado Sahajoni e Amarani. Independente das variações, deixe o yogue preservar o sêmen.

68. Se, no momento da copula, o bindu for emitido, e não ocorrer uma união do sol e da lua, então, deixe-o absorver esta mistura através do tubo do órgão masculino (uretra). Isto é Amarani.

69. O método pelo qual o bindu, no momento da emissão pode ser retido por yoni mudrá, é chamado Sahajoni. Ele deve ser mantido em segredo em todos os Tantras.

70. Embora, em última instância, a ação deles (Amarani e Sahajoni) seja a mesma, existem diferenças devido a diferentes nomenclaturas. Deixe o yogue praticá-las com grande cuidado e preserverança.

71. Através do amor por meus devotos, Eu revelei este yoga; ele deve ser mantido em segredo com grande cuidado, e não deve ser dado a todo mundo.

72. Este é o mais secreto de todos os segredos, que já foi ou será; portanto, deixe o yogue prudente mantê-lo em sigilo tanto quanto possível.

73. Quando, no momento de urinar, o yogue puxar forçosamente, por intermédio de apana vayu, e mantê-la (a urina), descarregando-a devagar e lentamente, praticando isto diariamente, de acordo com as instruções de seu Guru, ele obtém o bindu siddhi (poder sobre o sêmen) que doa grandes poderes.

74. Quem praticar isto diariamente, de acordo com as instruções de seu Guru, não perde seu sêmen, ainda que desfrute de centenas de mulheres de uma só vez.

75. Ó, Parvati!, quando o bindu siddhi é obtido, o que mais não pode ser realizado? Mesmo a glória inacessível da Minha divindade pode ser atingida através dele.

Shiva Samhita

LingaSTakam – Hino ao Shiva Lingam


O Lingashtakam Stotra é um hino de oito versos (Ashtakam) dedicado ao Linga do Senhor Shiva. Ele é frequentemente recitado nas cerimonias onde o ShivaLinga é banhado (Abhisheka). Segue o primeiro verso:

Verso 1:
ब्रह्ममुरारिसुरार्चितलिङ्गम्‌ निर्मलभासितशोभितलिङ्गम्‌।
जन्मजदुःखविनाशकलिङ्गम्‌ तत्‌ प्रणमामि सदाशिवलिङ्गम्‌॥ १॥

brahmamurārisurārcitalingam nirmalabhāsitaśobhitalingam | janmajaduhkhavināśakalingam tat pranamāmi sadāśivalingam || 1||

O linga que é adorado por Brahma , Vishnu e todos os Devas
O linga que é puro e radiante ,
O linga que destrói a tristeza daqueles que estão encarnados ,
Eu reverencio o linga que representa o Senhor SadaShiva .

Verso 2
देवमुनिप्रवरार्चितलिङ्गम्‌ कामदहम्‌ करुणाकर लिङ्गम्‌।
रावणदर्पविनाशनलिङ्गम्‌ तत्‌ प्रणमामि सदाशिव लिङ्गम्‌॥ २॥

devamunipravarārcitalingam kāmadaham karunākara lingam | rāvanadarpavināśanalingam tat pranamāmi sadāśiva lingam || 2||

O linga que é adorado pelos sábios ,
O Linga , compassivo destruidor de Kama ,
O linga , destruidor da arrogância de Ravana ,
Eu reverencio o linga que representa o Senhor SadaShiva .

Verso 3

सर्वसुगन्धिसुलेपितलिङ्गम् बुद्धिविवर्धनकारणलिङ्गम्।
सिद्धसुरासुरवन्दितलिङ्गम् तत् प्रणमामि सदाशिव लिङ्गम्॥ ३॥
sarvasugandhisulepitalingam buddhivivardhanakāranalingam | siddhasurāsuravanditalingam tat pranamāmi sadāśiva lingam || 3||

O linga que é ungido com todas as fragrâncias ,
Aquele que causa a expansão da inteligência ,
O linga que é adorado por Siddhas , Devas e Asuras ,
Eu reverencio o linga que representa o Senhor SadaShiva .

Verso 4
कनकमहामणिभूषितलिङ्गम् फनिपतिवेष्टित शोभित लिङ्गम्।
दक्षसुयज्ञ विनाशन लिङ्गम् तत् प्रणमामि सदाशिव लिङ्गम्॥ ४॥

kanakamahāmanibhūshitalingam phanipativeshtita śobhita lingam |
dakshasuyajña vināśana lingam tat pranamāmi sadāśiva lingam || 4||

O linga que é adornado com ouro e pedras preciosas ,
que é radiante e tem o rei das serpentes enrolado em torno de Si ,
O linga que destruiu o yagña de Daksha ,
Eu reverencio o linga que representa o Senhor SadaShiva .

Verso 5

कुङ्कुमचन्दनलेपितलिङ्गम् पङ्कजहारसुशोभितलिङ्गम्।
सञ्चितपापविनाशनलिङ्गम् तत् प्रणमामि सदाशिव लिङ्गम्॥ ५॥
kunkumacandanalepitalingam pankajahārasuśobhitalingam |
sañcitapāpavināśanalingam tat pranamāmi sadāśiva lingam || 5||

O linga que é ungido com açafrão e pasta de sândalo , e
parece radiante com uma guirlanda de flores de lótus ,
O linga que destrói o demérito que foi acumulado ,
Eu reverencio o linga que representa o Senhor SadaShiva .

Verso 6
देवगणार्चित सेवितलिङ्गम् भावैर्भक्तिभिरेव च लिङ्गम्।
दिनकरकोटिप्रभाकरलिङ्गम् तत् प्रणमामि सदाशिव लिङ्गम्॥ ६॥

devaganārcita sevitalingam bhāvairbhaktibhireva ca lingam | dinakarakotiprabhākaralingam tat pranamāmi sadāśiva lingam || 6||

O linga que é adorado e tem archana oferecida pelos Devas ,
O linga que é adorado com atitudes de devoção ,
O linga que é brilhante como um milhão de sóis ,
Eu reverencio o linga que representa o Senhor SadaShiva .

Verso 7

अष्टदलोपरिवेष्टितलिङ्गम् सर्वसमुद्भवकारणलिङ्गम्।
अष्टदरिद्रविनाशितलिङ्गम् तत् प्रणमामि सदाशिव लिङ्गम्॥ ७॥
ashtadalopariveshtitalingam sarvasamudbhavakāranalingam |
ashtadaridravināśitalingam tat pranamāmi sadāśiva lingam || 7||

O linga que está envolvido com oito pétalas ,
O linga que é o motivo de toda a criação ,
Aquele que destrói as oito misérias ,
Eu reverencio o linga que representa o Senhor SadaShiva .

Nota: A palavra “Linga” (लिङ्ग) significa marca, emblema ou característica. Interpretações de Linga como o pênis são ocidentais e modernas.

Projeção Astral no Antigo Egito


O tema é tratado a milhares de anos. Basta lembrar o fato de que o conhecimento do mundo dos sonhos era o que movimentava a economia no Egipto dos Faraós. Um dos mais antigos, senão o mais antigo livro do mundo, o Livro dos Mortos Egípcio, “Peri em Heru”, traz cenários, personagens, paisagens e regiões apenas perceptíveis em processos do sono. Os Egípcios consideram, por exemplo, que o ser humano possui um corpo, denominado de “Ka”, responsável por transportar a consciência humana pelo mundo dos sonhos de forma análoga ao corpo biológico transportando-a no mundo das três dimensões. O manejo de tal corpo é o que permitiria o domínio dos sonhos.

Os Tibetanos sustentam o mesmo conhecimento. Pode-se encontrar no Livro Tibetano dos Mortos a seguinte passagem sobre o assunto:

“Oh nobre por nascimento, teu corpo presente sendo um corpo de desejos não é um corpo de matéria grosseira. Assim que, agora tu tens o poder de atravessar qualquer massa de rochas, colinas, penhascos, terra, casas e o próprio monte Meru, sem encontrar obstáculo”.

Yoni-mudra: A Sagrada Bebida dos Kaulas


"1. Com uma forte inspiração, fixe a mente no Adhara Lótus (muládhara). Depois empenhe-se em contrair a yoni que está situada no espaço perineal.


"2. Deixe-o contemplar que o Deus do amor reside naquela yoni Brahma e que ele é belo como uma flor Bandhuk (Pentapetes pheanicia) - brilhante como dezenas de milhares de Sóis, e frio como dezenas de milhares de Luas. Acima dela (yoni) está uma pequena e sutil chamaa forma é a Inteligência. Portanto, deixe-o imaginar que a união se faz presente lá entre ele mesmo e a chama (Shiva e Shakti).

"3. (Imagine que) - nesse ponto sobe, através do canal de sushumná, 3 corpos em suas ordens próprias (corpo etérico, astral e mental). Há a emissão de néctar em todos os chakras, sendo sua característica a grande felicidade. Sua cor é rosa claro, cheio de esplendo, finalizando em jatos, o fluído imortal. Deixe-o beber desse vinho da imortalidade que é divino e depois penetrar novamente o Kula (espaço perineal) Nota: Enquanto os corpos sutis ascendem, eles bebem em todos os estágios esse néctar, chamado Kulamrita.


"4. Então, permita que ele retorne ao Kula através da prática do Mantrayoga (pránáyáma). Essa yoni tem sido visitada por mim tanto nos Tantras como na vida.


"5. Novamente, deixe-o ser absorvido na yoni, onde habita o fogo da morte - a natureza de Shiva. Dessa forma, eu tenho descrito o método de praticar a grande yoni-mudra. Do sucesso nessa prática, não há nada que não poss ser realizado.

"6. Mesmo aqueles mantras que são deformados (Chhinna) ou paralisados (Kilita), chamuscados (Stambhita) pelo fogo, ou cujas chamas têm se tornado atenuadas, ou então escuras, e que devem ser abandonados, ou que são maus, ou muito antigos, ou que se orgulham de suas juventudes, ou têm passado para o lado do inimigo, ou fraco e sem essência e vitalidade, ou que têm sido divididos em centenas de partes, ainda que se tornem férteis ao longo do tempo e método. Todos esses podem conferir poderes e emancipações quando é propriamente dado ao discípulo pelo Guru, após tê-lo iniciado com seus rituais adqueados e banhando-o mil vezes. Essa yoni-mudrá tem sido descrita para que o estudante possa merecer (ser iniciado nos mistérios) e receba os mantras.


"7. Aquele que pratica yoni-mudrá não é contaminado pelo pecado, estando ele a assassinar milhares de Brahmanas ou a matar todos os habitantes dos 3 mundos.


"8. Estando ele a matar seu Mestre ou a beber o vinho ou reunindo-se a ladrões, ou a violar a cama de seu predecessor, ele não é manchado por esses pecados também, pela virtude dessa mudrá.


"9. Todavia, aquele que anseia por emancipação deveria praticá-la diariamente. Através da prática (abhyasa), o êxito é obtido, através da prática uma pessoa obtém liberação.


"10. A perfeita Consciência é obtida através da prática. O yoga é realizado por intermédio da prática; o sucesso na mudrá advém pela prática; através da prática é obtido sucesso no pránáyáma. A morte pode ser ludibriada por sua presa através da prática, e o hmem torna-se o conquistador da morte pela prática.


"11. Através da prática, uma pessoa recebe o poder de Vach (profecia), e o poder de ir a todos os lugares através do simples emprego da Vontade. Essa yoni-mudrá deveria se mantida em grande segredo e não oferecida a todos. mesmo quando ameaçado com a morte, isso não deveria ser revelado ou dado aos outros."



Shiva Samhita, Capítulo IV - I:11

Amrita [ अमृता ] - Líquido da Vida Eterna

Texto revisado.



Amrita (अमृता)é um líquido da mitologia hindú e da mitologia budista.

É a água da vida. O termo é conhecido nos Vedas (वेदस) , e parece se aplicar em várias coisas oferecidas em sacrificio, mas mais especialmente com o suco Soma. Ele é também chamado de Nir-jara e Piyusha. Nos tempos remotos ele era água da vida produzida pela agitação do oceano, por deuses e demonios, a lenda diz com algumas variações no Ramayana, o Maha-bharata, e as puranas. E por este líquido que os deuses, adquirem a imortalidade. A palavra signfica literalmente "sem morte".

É também um nome comum na Índia e no Nepal, "Amrit"(masculino e "Amrita" (feminino).

História

Os deuses, sentindo sua fraqueza, tendo sido derrotados por demônios, ou de acordo com as escrituras, sob a interdição de um santo sábio, pediram ajuda a Vishnu, implorando a ele que revelasse o vigor e a dádiva da imortalidade. A história é contada na Vishnu Purana tendo sido resumina como:

Os deuses endereçaram o poderoso Vishnu assim:

'Ó aquele que conquistou por batalha os demônios malignos, Nós aclamamos o teu socorro, alma de todos; Piedade, e ao vosso poder nós nos entregamos!' Hari, o senhor, criador do mundo, Assim aos deuses imploramos, o todo poderoso respondeu-' Sua força será restaurada, deuses de ye; Só façam o que eu mandar agora. Unam-se em união pacífica com seus inimigos, colham todas as plantas e as ervas das mais diversas espécies de todo o lugar; as misturando em um mar leitoso. Lavem Mandara, A montanha, com uma vara, e tornem Vasuki, A serpente em uma corda; no oceano juntem tudo para produzir a bebida - Fonte de toda força e imortalidade - então contem com minha ajuda; cuidaderei para que seus inimigos ajudem em seu trabalho duro, mas não tomem parte da recompensa, nem bebam da fonte da imortalidade.'


Na filosofia yogi

Amrita é um fluído que sai da glandula pineal e desce até a garganta quando o yogi em estado de profunda meditação, algumas lendas dizem que basta uma gota para conquistar a morte.

Amrita é um néctar, um líquido que tem uma relação com soma (liquido da vida eterna).

Prática

Para o Amrita aperecer na boca faça a prática do jíhva bandha, ou seja a contração da ponta da língua contra a parte posterior da úvula (no palato mole no céu da boca). Esse ponto é chamado sangam ou trivêni, confluência das três principais nádís na altura da garganta. A contração da língua massageia indiretamente a glândula pineal no cérebro e produz diferentes sensações nas papilas gustativas, os gostos podem ser alcalínos, amargos e lácteos até aparecer um gosto de dificil exatidão (conhecido como elixir lunar). O jíhva bandha impede que o amrita, que se concentra no soma chakra, entre o ájña e o sahásrara, escoe para os chakras inferiores.

O praticante deve deixar a língua contraída e desta forma olhar para o intercílio, fazendo bhrúmadhya drishti.

No início pode ser dificil manter a contração durante muito tempo, por causa da grande salivação e pequenas dores na musculatura da garganta; não obstante, com a prática o bandha fica mais agradável e fácil de manter por um bom tempo.

Algumas pessoas chegam ao extremo de cortar o freio da língua, algo totalmente desaconselhado.